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quarta-feira, 7 de dezembro de 2011
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
RESPEITO
Amigos
Àqueles que não sabem, moro em um sítio próximo à Curva da Corcunda, em Gravataí-RS.
Todos os dias a caminho do trabalho passo por uma região de agricultores, com muita área verde e uma vista maravilhosa para o Morro Itacolomi.
Porém em um trecho da estrada existe um recuo onde são descartados todo tipo de resíduos, desde móveis, pneus, pedaços de couro à animais mortos.
Sinto uma impotência muito grande ao ver tudo aquilo, não apenas por ser ambientalista, mas em ver que por mais que se fale em reciclagem e descarte correto, as pessoas não se importam com a natureza, tão pouco com o ambiente que elas mesmas irão conviver.
Em uma dessas manhãs ao passar pelo local, vi uma carroça parada ao lado da estrada e uma moça no meio daquele monte de entulho e lixo, recolhendo algumas coisas.
Passei com o carro e pensei em muitas coisas em uma fração de segundos, num impulso, dei a ré e parei para falar com ela.
Eu não sabia bem o que lhe perguntar, apenas queria mostrar às pessoas que o nosso descaso com o meio ambiente havia levado aquela mulher até ali. Quando ela me viu prontamente veio em minha direção perguntar se podia ajudar. Eu perguntei à ela se poderia lhe fazer algumas perguntas sobre a reciclagem de lixo e as difilculdades em depender disso para sobreviver, muito simpática, aceitou o meu convite.
O nome dela é Renata, tem 27 anos é casada e mãe de três filhos, um com 9, outro com 7 e o caçula com um ano e meio de idade. Busca no "lixo" complementar a renda da família.
O marido dela trabalha na construção civil e passa mais tempo em Caxias do Sul do que aqui, com a família. Ela por sua vez, sai de casa as 6:00 horas da manhã sozinha para encontrar material para vender, a coleta renda à ela uns R$ 300,00 por mês. A carroça e o cavalo foram presentes de sua mãe, diz que tem adoração pelo animal, como se fosse o quarto filho, aliás, um belo animal.
Mora em um dos condomínios do Pac, em uma casa, assim pode acolher o "grandão", como chama o seu cavalo.
Além das preocupações com o sustento dos filhos, outra coisa tira o seu sono, é o prazo já estipulado para entregar a casa onde mora de aluguel, devido ao vencimento do contrato firmado com o Pac. Pensa em construir uma casinha no terreno onde mora sua mãe, mas não sabe como conseguirá o material, já que mal sobra para o alimento.
Renata conta que isto tudo a preocupa, mas o pior mesmo é a maneira que muitas vezes ela é tratada pelas pessoas, nos lugares onde passa. O menosprezo é tão grande que ao relatar um fato ela começou a chorar, não pude conter também as minhas lágrimas. Vendo aquela pessoa trabalhando, juntando lixo, no meio de animais mortos, recolhendo grarrafas pet, papelão, ferro e outros materiais, percebo que realmente nosso futuro não será próspero, se continuarmos agindo desta forma.
Certamente aquele cavalo, companheiro da difícil jornada, é melhor tratado por ela do que muitos humanos cavalos a tratam, nas ruas onde passa a recolher o nosso descarte.
Senti muita vergonha, me despedi dando-lhe um abraço e desejando "bom trabalho".
Fica aqui um apelo e um alerta: dependemos da natureza para continuarmos vivendo, o respeito ao meio ambiente nos torna cidadãos mais conscientes e o respeito ao próximo torna o mundo um belo lugar para se viver.
Um abraço,
Rose Mariah
Ambientalista
Gestora Ambiental
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quarta-feira, 15 de julho de 2009
NOSSO LIXO NO MAR!
Garrafas pet, sacos plásticos, restos de rede de pesca. A grande quantidade de lixo encontrada no mar tem sido uma dor de cabeça a mais para as ONG’s responsáveis pela reabilitação de animais marinhos. No último dia 6, um golfinho-de-dentes-rugosos morreu abaixo do peso e sem forças até mesmo para nadar. Ele foi encontrado na praia da Areia Preta, em Iriri, litoral de Anchieta, no Sul do Estado. Após exames, foi descoberto um saco plástico no esôfago do animal que impedia a ingestão de alimentos.O próprio Instituto Orca já abrigou golfinhos e tartarugas que ingeriram algum tipo de material boiando na água. Na maioria das vezes, os animais comeram pedaços de plástico como se fossem algas marinhas e o material ficou alojado no organismo. De acordo com Lupércio Barbosa, presidente do Instituto Orca, até garrafas descartáveis foram encontradas dentro do aparelho digestivo dos animais.“É tanta coisa que encontramos dentro desses animais. Sacolas plásticas inteiras, pedaços de nylon das redes de pesca, as garrafas. Algumas vezes nós conseguimos realizar uma cirurgia e salvar. Mas tem situações em que só sabemos que havia lixo no organismo deles depois que eles já morreram”, lamenta.
E então, esperaremos a extinção de todas as espécies para aprendermos a respeitar o meio ambiente??
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